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• Cuidando de suas jóias

• Ouro Breve história

Cuidando de suas jóias
As jóias são feitas para durar, mas elas durarão muito mais com alguns simples cuidados. Nesta página damos várias dicas para você cuidar bem de suas jóias.

Limpeza
O ideal seria levar suas jóias para uma limpeza profissional pelo menos uma vez por ano, e aproveitaria para dar uma olhada profissional para ver se alguma pedra está meio solta ou alguma garrinha amassada. No entanto nesse meio tempo há coisas que você mesmo pode fazer.

Diamantes
Para diamantes, use uma escova macia que não seja de metal com um pouco de amoníaco suave mistura a água. Delicadamente remova qualquer sujeirinha, principalmente nas garras onde costuma acumular partículas. Mesmo um diamante que pareça estar limpo pode ter uma fina camada de óleo da pele e brilhará muito mais depois de uma limpeza. Evite tocar o diamante o tanto quanto possível.

Pedras Preciosas
Para limpar outras pedras preciosas (safira, esmeralda, rubi, etc.) é bem fácil. Simplesmente coloque as jóias num recipiente com água com sabão morna deixando por uns 20 minutos e então use uma escova não metálica macia para remover qualquer sujeirinha. Se você usar um produto específico para limpeza de jóias certifique-se de que ele não seja abrasivo. Não use produtos químicos fortes e nunca limpe suas jóias sobre a pia, normalmente elas acabam "entrando pelo cano".

Metais
Em jóias de ouro você pode usar álcool para dissolver alguma sujeira mais persistente, embora a maior parte das sujeirinhas saiam com água e sabão e uma escovinha delicada, tem que ser bem delicada para não riscar o ouro. Depois de limpa basta passar um paninho que não solte pelos para dar de volta o brilho às jóias.

Guardando suas jóias
As jóias são vulneráveis quando em uso, mas também podem sofrer dano se não forem guardadas de maneira apropriada. O diamante é a substância mais dura da Terra. Então como eles podem ser riscados? Por um outro diamante. As jóias com diamantes também podem riscar outras pedras menos duras, até mesmo o ouro ou a platina. Por esta razão, é importante guardar suas jóias de maneira que não tenham contato umas com as outras.
Envolva cada jóia individualmente em um lenço ou pano fino ou coloque-as em compartimentos distintos em seu porta-jóias.
Geralmente as jóias vêm em uma caixinha especial ou saquinho. Guarde-os para serem utilizados na hora de guardar suas jóias com segurança, além de evitar as sujeirinhas.

Usando
O cuidado com suas jóias começa com o uso correto. Isso quer dizer, saber quando colocar suas jóias - e saber quando tirar.
Coloque suas jóias após colocar a maquiagem, perfume ou spray para os cabelos. Toque em suas jóias o quanto menos for possível, já que o óleo da pele pode acumular nas pedras e ouro, dando uma aparência "apagada".
Tire suas jóias caso vá fazer qualquer trabalho manual, incluindo atividades domésticas. Uma pulseira pode facilmente quebrar se enganchar em algo. Pedras preciosas e diamantes podem lascar ou quebrar se bater contra uma superfície dura. Outro perigo são os solventes químicos usados para limpeza em geral que não são bons para limpar nenhum tipo de jóia.
Se você usar brincos, geralmente é melhor tirá-los quando no cabeleireiro, assim a escova do cabeleireiro não pegará nos seus brincos.
Se você é destra, pense em usar pulseiras e relógios no braço esquerdo pois este é menos usado. Faço o oposto se for canhota.




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Ouro " Breve história "

Entre todos o minerais é o ouro o mais desejado pelos homens, tendo sido, desde os primórdios da história, um dos responsáveis pela conquista de terras e por muitos combates que levaram à extinção total ou quase total de inúmeros povos.
Pode-se ainda dizer que o ouro exerceu um papel muito importante na evolução de ciências como a Química. De fato, a preocupação dos alquimistas da Idade Média em transformar metais básicos ou deles extrair o ouro, e mesmo encontrar o elixir da vida e a fonte da juventude através da dissolução de metal em várias substâncias, levou a detecção de muitas fórmulas e processos químicos.
Referências ao metal existem praticamente em todas as civilizações antigas, como os egípcios, hindus, chineses, hebreus, e inúmeros artefatos foram encontrados em tumbas célticas (França) e dos faraós egípcios. Pelo menos nos últimos 6.000 anos tem sido o mineral intensamente minerado no mundo.
Os primeiros objetos de ouro devem ter sido fabricados diretamente do mineral nativo. Mais tarde, em meados do primeiro milênio antes de Cristo, passou-se a utilizar um método de purificação e, quase ao mesmo tempo, o processo de fabricação de ligas de ouro com prata e cobre (diplosis dos antigos egípcios) passou a ser usado.
Ainda por volta de 1.000 a.C. , descobriu-se que o mercúrio apresentava a faculdade de aderir ao ouro, nascendo, assim, a amalgamação, ainda hoje muito empregada no tratamento de minérios auríferos.
A extração de ouro a partir de sulfetos, através da fusão do minério adicionando-se sílica, era utilizada pelos antigos gregos e romanos, assim como o emprego de sal e ácidos para separar o ouro e a prata (Berbet,1988 in DNPM).

Cristalografia

Isométrica; hexaoctaédrica. Comumente, os cristais são octaédricos, raramente mostrando as faces dodecaedro, do cubo trapezoedro {113}. Muitas vezes, em grupos de cristais arborescentes, alongados na direção de um eixo de simetria ternário, ou achatados paralelamente a uma face octaedro. A cristalização do ouro dá-se em diversas formas, como: agregados geminados ou reticulados; dendrítica, arborescente, filiforamos; esponjosa; capilar; pepitas; placas; escamas; lâminas; palhetas; ramos e partículas finíssimas (Berbet,1988 in DNPM). Raramente, mostra formas de cristal; usualmente, em placas, escamas ou massas irregulares (Dana, 1974).

Propriedades físicas:

Dureza: 2 ½ - 3.0. Densidade 19.3 g/cm3 , quando puro. A presença de outros metais diminui a densidade relativa, que pode abaixar até 15. O limite de elasticidade é de 4kg/mm2; seu ponto de fusão está ao redor de 1.063º C e o de ebulição a 2.970º C (Berbet,1988 in DNPM).
Muito maleável (pode ser transformado em lâminas tão finas que chegam a ser translúcidas) e muito dúctil (no Guinness World Records, livro dos recordes, diz que com um grama de ouro foi possível se fazer um fio com 2,4 km de extensão). Opaco. Vários matrizes de amarelo dependem da pureza, tornando-se cada vez mais pálido com o aumento da percentagem de prata presente (Dana,1974).

Composição

É um metal pertencente a família 1B dos sistema periódico, ao lado do cobre e da prata, com os quais apresenta similaridades cristalográficas (Berbet,1988 in DNPM).
A maioria do ouro contém alguma prata, com quem foram ligas freqüentemente. Quando a prata está presente em quantidades maiores do que 20%, conhece-se a liga por eletro (Dana,1974). O ouro nativo invariavelmente contém ainda outros elementos, como, Cu, Al, Pb, Zn, Sn, Fe, Pt e Pd, e apresenta afinidade marcante com Te, Bi e As e menos com Sb (Berbet,1988 in DNPM). O grau de pureza do ouro (Fineness) é expresso em partes por 1000. A maioria do ouro contém 10% de outro minerais, tendo assim uma pureza de 900 (Dana, 1974). Na realidade, o ouro nativo pode conter entre 85 e 95% Au; o restante é constituído sobretudo por Ag e Cu, em geral, além de outros elementos já citados, existindo as seguintes variedades principais: Au argentífero (5-15% Ag), electrum (20% ou mais), Au cuprífero (0.10 a 20% Cu), Au paládio ( 5-10% Pd), Au platinífero (até 10% ou mais de Pt), Au bismuto (até 3% Bi), e outros (Berbet,1988 in DNPM).
O ouro natural tem apenas um isótopo: 179Au79, cuja meia vida é estimada com maior que 3 x 1016 (Berbet,1988 in DNPM).
A quilatagem é outra medida de pureza do ouro, sendo usada na classificação joalheria: 24, 22, 18, 14, 12 e 9ct. O ouro puro tem 24ct. O ouro 18 ct tem ¾ desse metal (75%) e ¼ de outros elementos (25%). E assim por diante (Berbet,1988 in DNPM). Foi estipulado como padrão a liga de ouro 18 ct por sua pureza e resistência, sendo que alguns países usam ligas de 22 ct (mais frágeis) e outros ligas de 14 ct (menos puras).
Para se formar as cores nas ligas de ouro são necessários várias combinações de elementos:
Cor das ligas Elementos
Ouro amarelo Ouro, Cobre, Prata
Ouro branco Ouro, Níquel ou Paládio, Zinco, Cobre
Ouro verde Ouro, Prata, Cobre, Zinco
Ouro vermelho Ouro, Cobre

O ouro é insolúvel nos ácidos comuns (Dana, 1974), entretanto Berbet, 1988 explica que o ouro é dissolvido prontamente em soluções cianídricas em presença do ar, assim como em ácido selênico a 225º C, em soluções contendo ácido telúrico, sulfúrico, fosfórico, hidroclórico ou ricos em MnO2, e lentamente em soluções alcalinas tiosulfáticas, cloro-férricas e sulfo-férricas (Berbet,1988 in DNPM).
O ouro diferencia-se de certos sulfetos amarelos, particularmente da pirita e calcopirita, e das lâminas amarelas das micas alteradas, por sua maleabilidade, sua insolubilidade no ácido nítrico e sua densidade relativa (Dana,1974).

Usos e aplicações

De maneira generalizada , o ouro apresenta duas utilizações: monetária e industrial.
Em 1944, quando da criação do Fundo Monetário Internacional, na conferência de Bretton Woods, o ouro passou a ter dois papéis no sistema monetário internacional: como unidade padrão para taxas de câmbio e como principal ativo de reservas de liquidez internacional (Berbet,1988 in DNPM).
No campo industrial a joalheria permanece como o maior setor individual de consumo de ouro de todo o mundo, embora as aplicações em eletrônica venham apresentando constante incremento e a odontologia ainda permaneça como uma importante aplicação em muitos países.
Grande parte do ouro empregado em joalheria é em ligas com prata, cobre e zinco, para a produção de diversas tonalidades de ouro amarelo, ou níquel, cobre e zinco para ouro branco. A maior parte desse ouro é de 18 quilates. É de se verificar que tal como nos demais campos a demanda para joalheria tem sofrido grandes variações, com um máximo de 1.126,4t do metal em 1985 e ligeira queda em 1986 (Berbet,1988 in DNPM).
Nas indústrias eletrônica e elétrica, o ouro é empregado como acabamento em conectores, como fina cobertura sobre paládio em contatos de relê de telefones, na fabricação de transistores e de componentes de computadores eletrônicos, em circuitos semicondutores, circuitos impressos e muitos outros condutores de baixa energia, assim como potenciômetros de alta resistência, válvulas termiônicas, equipamentos de vácuo, satélites, cabos, submarinos e capacitores, graças à sua densidade, condutibilidade térmica e elétrica, resistência à corrosão e à alta pressão e propriedades lubrificantes (Berbet,1988 in DNPM).
Outros usos incluem os das indústrias de essências para perfumarias, em tanques pressurizados de amônia líquida, em válvulas de segurança contra latas pressões, laminação de vidros, construção civil como pó para revestimento em cúpulas de edifícios e pilastras, na produção de aurotionalato de sódio para o tratamento de artrite, e nas indústrias têxteis, de impressão, plásticas, cerâmica, porcelana, fibra de vidro e cristais, em odontologia, usualmente na forma ligas (60% ou mais de ouro) com prata, cobre, platina (Berbet,1988 in DNPM).

Ocorrência

O ouro tem a relativa abundância de 0.004 ppm na crosta da Terra, e entretanto é um elemento raro (After Dana,1993).
É possível encontrar ouro em regiões oceânicas profundas (0,004ppm), regiões suboceânicas (0,0029 ppm), regiões cratônicas continentais (0,0034ppm), regiões de faixas dobradas (0,0038ppm), crosta oceânica (0,0035ppm), crosta continental (0,0035ppm), crosta terrestre (0,0035ppm),águas de rios (0,00003ppm) e águas de mares (0,000012ppm) (Berbet,1988 in DNPM).
Embora o ouro seja um elemento raro, ele ocorre na natureza distribuído, amplamente, em pequenas quantidades. Encontram-se mais comumente nos filões tendo relação genética com tipos silícios das rochas ígneas, como no complexo ígneo de Bushveld, , no Transvaal, África do Sul. A maior parte do ouro ocorre como metal nativo; o telúrio e possivelmente o selênio são os únicos elementos combinados com ele na natureza (Dana, 1974).
Entre as rochas, são arenitos e conglomerados comuns que maior teor apresentam em média (0,03ppm), seguidos dos gabros e basaltos (0,007ppm). Ao contrário do que em geral se imagina, os granitos e os riolitos são, entre as rochas ígneas, as que menor teor de ouro possuem (0,003ppm), abaixo das ultrabásicas (0,004ppm) e dos dioritos e andesitos (0,005ppm). Folhelhos comuns e calcários registram, em média, valores de 0,004ppm e 0,003ppm, respectivamente. É de se notar, entretanto, que uma enorme variação existe para todos esses valores, na dependência do tipo de rocha versus ambiente tectônico, composição química, idade, etc (Berbet,1988 in DNPM).

Ocorrências no Brasil

A vocação aurífera do Brasil é incontestável, mercê de possuir a nação cerca de 3.900.000 km², cerca de 46% de seu território, dominados por rochas pré-cambrianas de reconhecida favorabilidade geológico-metalogenética, onde se
destacam metalotectos bastante promissores, tais como várias seqüências de xistos-verdes (greenstone belts), conglomerados antigos, suítes metavulcânicas e freqüentes enxames filonianos inseridos em faixas de cisalhamento (shear zones).
O elevado número de ocorrências, depósitos, minas e garimpos (antigos e atuais), distribuídos em várias regiões, vêm confirmar essa vocação metalogenética que encontra sustentação também em três séculos de extração do metal amarelo. É interessante enfatizar que o Brasil foi, no século XVIII, o maior produtor mundial de ouro (CPRM, 2001).

Nordeste Brasileiro

No Sertão do Seridó, no Rio Grande do Norte, a 30km de Currais Novos, Jazida de Serra Pelada, Marabá Pará. Dinanópoles, no Maranhão, a Jazida de Jacobina, no nordeste da Bahia(Berbet,1988 in DNPM).

As reservas de ouro brasileiras são desconhecidas, por não haver m estudo de avaliação na maioria dos depósitos exceto nas mãos de empresas organizadas.

Ocorrências em Pernambuco

O ouro de Pernambuco é usado na ourivesaria.
O ouro em Pernambuco ocorre basicamente em zonas de cisalhamento, em um total de 822 áreas, nas cidades de Ipueira, Bodocó, Serrita (Ouro e Ouro com Chumbo e platina), Cedro (ouro e platina), Brejinho e Itapetim.

Iremos encontrar ouro nas seguintes ocorrências:

Ouro com talco:
Terreno Riacho do Pontal => Hidrotermalismo associado a zonas de cisalhamento no Complexo metavulcâno-sedimentar Monte Orebe.

Ouro com Cr, Co, Ni, Pb e Ba:
Cráton do São Francisco => Lentes de metabasitos e formações químico-exalativas do Complexo Salgueiro- Riacho Gravatá (distrito Serrita - Cedro).

Ouro com Fe, Pb:
Terreno Piancó, Alto Brígida => Veios de quartzo em rochas metavulcanossedimentares do Complexo Salgueiro - Riacho Gravatá (Distrito Serrita - Cedro).

Ouro com Fe, Cu, Co, Zn
Terreno Piancó , Alto Brígida => Zonas de cisalhamento com anomalias geoquímicas em rochas do Complexo Salgueiro - Riacho Gravatá.

Métodos de fabricação de jóias em ouro
Estamparia
Neste processo o formato das jóias é traçado e cortado sob o metal. A seguir, um ourives grava e molda o início da peça. Para os brincos, estampas diferentes são feitas para o lado direito e o lado esquerdo. Através de uma máquina de laminar, a chapa é achatada e o molde é colocado na máquina de estampar, cortando as peças no formato e tamanho desejados. Esse pedaço é cunhado com o molde sob pressão e a jóia está pronta.
Fundição por Cera Perdida
Esse processo é muito utilizado pelos fabricantes, pois permite a confecção de várias peças idênticas num curto espaço de tempo. Funciona da seguinte maneira: um criador de modelos talha uma jóia que servirá para fazer um molde de elastômero para a produção de moldes de cera. Esse molde é agrupado no que chamamos "árvore", que é então colocada dentro de um recipiente metálico, onde é colocado gesso e levado a um forno de alta temperatura. Depois que o gesso endurece é feito um pequeno furo para que a cera derretida escorra, deixando nas cavidades do cilindro o formato do molde da jóia. Só então o ouro, em estado líquido, é injetado dentro do molde. A seguir o gesso é dissolvido em lavagem a jato de água, revelando as jóias, que a partir daí passam por um tratamento de polimento e acabamento.
Correntaria
Antigamente as correntes eram feitas à mão e por isso costumavam ser grossas. Só com a ajuda de máquinas especiais é que passaram a ser mais delicadas. Semelhante ao tricô, as máquinas criam pontos simples ou elaborados, formando correntes de diferentes modelos. Então basta cortá-las no comprimento desejado, soldar cada elo e dar um banho para realçar seu brilho.
Eletro-formação
A eletro-formação foi criada para que fosse possível se criar jóias grandes, mas bem leves. Com a eletro-formação é possível criar peças que tenham bastante volume visual, porém muito mais leves do que possam parecer. Como no processo de cera perdida, o primeiro passo é a criação de um modelo da peça em um molde de elastômero que recebe cera quente, gerando assim várias réplicas. A seguir, essas réplicas em cera são recobertas com uma fina camada de uma solução metálica que conduz eletricidade. Quando essas réplicas são colocadas dentro de uma solução especial - o ouro (cuja carga elétrica é oposta a da camada metálica) é atraído para cima da cera. Então é feito um pequeno furo em cada uma das jóias para que quando forem expostas ao calor, a cera derreta e saia pelos orifícios.


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